Análise do Controle por Regras em Participantes Classificados de Flexíveis e de Inflexíveis

Ana Rachel Pinto, Carla Cristina Paiva Paracampo

Resumen


o presente estudo teve como objetivo investigar se o comportamento de seguir regras discrepantes das contingências de reforço depende mais da história experimental do ouvinte ou da sua história préexperimental, inferida das respostas do ouvinte a um questionário sobre inflexibilidade. Dezesseis universitários, previamente classificados como flexíveis ou como inflexíveis, foram expostos a um procedimento de escolha segundo o modelo; a tarefa era apontar cada um dos três estímulos de comparação. A Sessão I era de linha de base. As contingências na Sessão 2 eram alteradas na Sessão 3, e as contingências na Sessão 3, eram mantidas inalteradas na Sessão 4, iniciada com a regra discrepante das contingências. Na Sessão 2, o apontar era estabelecido por contingências na Condição I e por regra na Condição 2. Independentemente da condição experimental, 6 dos 8 participantes flexíveis deixaram de seguir a regra discrepante na Sessão 4; e 7 dos 8 participantes inflexíveis mantiveram o seguimento da regra discrepante na Sessão 4. Os resultados sugerem que as diferenças sistemáticas observadas entre os desempenhos dos participantes flexíveis e inflexíveis apóiam a sugestão de que diferenças individuais geradas por diferentes histórias pré-experimentais são variáveis que podem estar relacionadas à manutenção, ou não, do seguimento de regras discrepantes das contingências.

 


Palabras clave


Regras e contingências; diferenças individuais; participantes flexíveis e inflexíveis; histórias experimentais e pré-experimentais; insensibilidade às contingências programadas.

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