Aprendizagem de relações nome-textura por meio de dois procedimentos de ensino por exclusão

Alana C. D. Brunini Malerbo, Andréia Schmidt

Resumen


Procedimentos de ensino por exclusão têm sido utilizados no ensino de repertórios verbais para diferentes populações, mas predominantemente em relações nome/objeto ou figura (substantivos). O objetivo deste estudo foi comparar a aprendizagem de relações nome-textura (adjetivos) em dois procedimentos de ensino por exclusão. Participaram 12 indivíduos com desenvolvimento típico (DT) e 12 com deficiência intelectual (DI), todos com desenvolvimento linguístico entre 5 e 6 anos. Os estímulos empregados foram palavras ditadas (nomes de texturas) e estímulos táteis (objetos confeccionados com texturas correspondentes aos nomes ditados). Os dois procedimentos de ensino eram baseados em tarefas de emparelhamento ao modelo: a) ensino padrão por exclusão (“pegue o objeto rugoso”); e b) ensino por exclusão com dica contextual adicional (“pegue o objeto rugoso, não o liso”). Todos os participantes eram expostos às duas condições e aprendiam duas relações nome-textura em cada uma. Sondas de aprendizagem e nomeação foram aplicadas em diferentes momentos. Ambos os grupos aprenderam as duas relações nas duas condições, mas os participantes DI precisaram de um número menor de blocos de ensino no procedimento com dica contextual. Não houve diferença entre grupos e condições na manutenção da aprendizagem. Discute-se o eventual papel facilitador dica adicional em procedimentos de ensino por exclusão.

Palabras clave


procedimento de ensino por exclusão, aprendizagem de adjetivos, deficiência intelectual, crianças, análise do comportamento

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