Dogmas sobre o controle aversivo

Maria Helena Leite Hunziker

Resumen


Esse texto discute o tratamento dogmático que tem sido dado ao controle aversivo analisando duas asserções bastante difundidas entre analistas do comportamento:  1) o controle aversivo é ineficaz (tem efeito transitório) e 2) ele é prejudicial ao indivíduo (produz efeitos colaterais indesejáveis). Como ponto de partida, aponta-se a falta de precisão na qualificação do controle comportamental, o que sugere pouca utilidade da distinção entre aversivo e não-aversivo. As concepções de transitoriedade do efeito e de prejuízos ao indivíduo são discutidas frente a dados experimentais, os quais dão pouca base de sustentação a essas asserções e mostram  similaridades com o controle por reforço positivo.  Por fim, discute-se a sugestão de que esses problemas podem se originar do fato de que o termo “aversivo” é derivado do uso cotidiano, no qual tem conotação pejorativa, e do seu uso equivocado como sinônimo de coerção. Sugere-se a desvinculação desses termos como forma de ser realizada uma análise mais isenta sobre procedimentos e processos denominados aversivos.

Palabras clave


Controle aversivo; dogmas; análise do comportamento; questões conceituais; ética

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