TRATAMENTO ANAERÓBIO E AERÓBIO DE LIXIVIADO DE ATERRO SANITÁRIO

Elaine Gurjão de Oliveira, Valderi Duarte Leite, Risoneide Borges da Silva, Israel Nunes Henrique, Aldre Jorge Morais Barros

Resumen


Lixiviado de aterro sanitário pode ser considerado um resíduo líquido detentor de elevada concentração de nitrogênio amoniacal, matéria orgânica recalcitrante e dependendo da composição química dos resíduos sólidos aterrados e da idade do aterramento, significativas concentrações de metais pesados. Tais características exigem sofisticadas alternativas tecnológicas para o tratamento de lixiviado frente ao desequilíbrio estabelecido entre os nutrientes e a possibilidade potencial da geração de toxicidade quando se tratar de processo biológico ou de outros subprodutos, quando se tratar de processos físicos e químicos. O tratamento conjugado de lixiviado de aterro sanitário mais esgoto doméstico vem despontando como uma promissora alternativa tecnológica, mesmo reconhecendo ainda a necessidade de ajustes de parâmetros operacionais, principalmente no que concerne a aplicação deste tipo de tratamento em escala real. Neste trabalho foi estudado o processo de tratamento conjugado de lixiviado de aterro sanitário mais esgoto doméstico em reator UASB seguido de filtro biológico percolador, aplicando-se cargas orgânicas volumétricas de 1.0 kgDBO5/m3.dia (etapa 1), 1.2 kgDBO5/m3.dia (etapa 2) e 1.5 kgDBO5/m3.dia (etapa 3) e TDH de 7.5 , 18.0 e 5.0 horas, respectivamente. As eficiências de remoções de DQO total nos dois reatores foram de 85%, 57% e 89% para as etapas 1, 2 e 3, respectivamente. Apresentou ainda remoções satisfatórias de N-NH4+, produzindo, na etapa 2 efluente com concentração média de 17 mg N-NH4+.L-1 valor que atende os padrões de lançamento em corpos hídricos, cujo valor máximo permitido é 20 mg N-NH4+.L-1.

Palavras–chave: águas residuárias; tratamento conjugado; reator UASB; filtro biológico percolador.

 


Palabras clave


águas residuárias; tratamento conjugado; reator UASB; filtro biológico percolador.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.22201/iingen.0718378xe.2015.8.3.53494