EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE EFLUENTES DOMÉSTICOS: ESTUDO EM UMA LOCALIDADE DA AMAZÔNIA LEGAL

Bruniele Vervloet, Tiago Balieiro Cetrulo

Resumen


Diversos métodos e etapas de tratamento de águas residuárias domésticas têm diferentes potenciais de produção de Gases de Efeitos Estufa (GEEs). Este estudo estimou a emissão de CH4 e CO2 no período de um ano de uma linha de tratamento de esgotos, em escala real, no município de Cacoal – RO e realizou uma comparação das emissões atuais com as possíveis emissões caso novos processos de tratamento fossem adotados. A estimativa de CH4 foi realizada através do método do IPCC e a estimativa da quantidade de CO2 foi calculada a partir de análise de ciclo de vida (energia elétrica e combustíveis). A emissão geral da ETE foi 6,975.45 toneladas de carbono equivalente no ano. Simulando emissões de GEEs para outros sistemas de tratamento, notou-se que as emissões seriam 99% menores para sistemas de Lodos Ativados (convencional), 98.5% menores para Lodos Ativados (aeração prolongada) e 3.5% maiores para sistemas que utilizam reatores UASB seguido de sistema de Lodos Ativados. Portanto, conclui-se que uma seleção de métodos de tratamento de efluentes domésticos também deve ser balizada pelo potencial de emissão de GEEs.


Palabras clave


emissão de gases de efeito estufa, mudanças climáticas, tratamento de águas residuárias domésticas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22201/iingen.0718378xe.2016.9.3.53866