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				<journal-title>Educación química</journal-title>
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					Química</publisher-name>
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					<subject>Comunicación</subject>
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			<title-group>
				<article-title>Caminhos preparatórios de Lewis e seu interesse pelas ligações
					químicas</article-title>
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					<trans-title>Preparatory paths for Lewis and their interest in chemical
						bonds</trans-title>
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						<surname>Lessa Pacheco</surname>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>1</sup></xref>
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						<surname>Freitas-Reis</surname>
						<given-names>Ivoni</given-names>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff2"><sup>2</sup></xref>
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				<label>1</label>
				<institution content-type="original">Departamento de Química, Universidade Federal
					de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Brasil</institution>
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					Fora</institution>
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				<label>2</label>
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					de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Brasil</institution>
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					Fora</institution>
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				<month>01</month>
				<year>2021</year>
			</pub-date>
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				<month>07</month>
				<year>2020</year>
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			<volume>31</volume>
			<issue>3</issue>
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			<lpage>14</lpage>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative
						Commons</license-p>
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			</permissions>
			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Com o objetivo de nortear o leitor no contexto da elaboração da teoria do par
					compartilhado de Gilbert Newton Lewis (1875-1946), nos debruçamos sobre os
					documentos originais publicados por ele e as produções disponíveis dos autores
					que se tornaram relevantes ao desenvolvimento do seu modelo estrutural, chamado
					de átomo cúbico. A partir da metodologia de pesquisa estudo de caso abordamos
					tanto a vivencia escolar ou preparação acadêmica de Lewis, para tanto, traçamos
					os caminhos percorridos por seus predecessores e contemporâneos. Objetivando
					subsidiar os trabalhos de História da Ciência e Ensino buscamos abordar o
					pesquisador em seu contexto, bem como a construção do conhecimento da teoria da
					ligação de G. Lewis. Desde a sua chegada em Berkeley, em 1912, que Lewis se
					dedicou fortemente a pesquisa. Entre vários outros trabalhos de grande
					relevância para a química, ele postulou que o átomo neutro tenderia a manter um
					número par de elétrons em uma Concha ao redor do núcleo, esse número poderia
					variar se dispondo simetricamente nos oito cantos de um Cubo.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>In order to guide the reader in the context of the elaboration of Gilbert Newton
					Lewis’s shared pair theory (1875-1946), we focus on the original documents
					published by him and the available productions of the authors that have become
					relevant to the development of the his structural model, called the cubic atom.
					From the case study research methodology, we approach Lewis’s school experience,
					or academic preparation, we trace the paths traveled by his predecessors and
					contemporaries. Aiming to subsidize the works of History of Science and
					Teaching, we seek to approach the researcher in its context, as well as the
					construction of knowledge of G. Lewis’s theory of bond. Since his arrival in
					Berkeley in 1912, Lewis has devoted himself strongly to research. Among several
					other works of great relevance to chemistry, he postulated that the neutral atom
					would tend to keep an even number of electrons in a Shell around the nucleus;
					such a number could vary if arranged symmetrically in the eight corners of a
					cube.</p>
			</trans-abstract>
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				<title>Palavras-Chave:</title>
				<kwd>Lewis</kwd>
				<kwd>ligações químicas</kwd>
				<kwd>compartilhamento eletrônico</kwd>
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				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Lewis</kwd>
				<kwd>chemical bonds</kwd>
				<kwd>electronic sharing</kwd>
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	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>Considerando a importância que a teoria do par eletrônico compartilhado possui para o
				entendimento das ligações químicas, mormente na química orgânica, pode-se, a partir
				de um extenso levantamento bibliográfico, perceber a relevância desse assunto para
				os professores de química. Esta abordagem historiográfica privilegia não apenas a
				epistemologia, mas ocupa-se igualmente das questões sócio históricas que gravitam o
				culminar de uma teoria. Este estudo pretende abordar o percurso acadêmico de Gilbert
				Newton Lewis (1875-1946) desde a sua formação básica até o momento em que este se
				debruça nas questões da valência a partir dos estudos de Richard Wilhelm Heinrich
				Abegg (1869-1910) em 1904, o qual também a relaciona a “regra dos oito elétrons”. A
				partir daí, Lewis elabora a teoria do par compartilhado. Tal abordagem nos permite
				contribuir não apenas com a compreensão dos trabalhos de Lewis mas também trazer luz
				a questão da ciência como um saber coletivo e em constante construção, contribuindo
				ainda para rechaçar a visão de cientista isolado, que negligencia o papel da
				comunidade científica para o desenvolvimento da ciência. (<xref ref-type="bibr"
					rid="B36">Zanon e Machado, 2013</xref>; Franco-Patrocínio, 2018). Analisando o
				tratamento dado aos estudos de história da ciência nos livros do Plano Nacional do
				Livro Didático - PNLD alguns autores percebem que este é um dos maiores obstáculos
				para se trabalhar a ciência como uma construção histórica, nas várias dimensões de
				ensino. (Franco-Patrocínio, 2018; Franco-Patrocínio e Freitas-Reis, 2017; <xref
					ref-type="bibr" rid="B33">Vidal 2009</xref>).</p>
			<p>Cabe aqui a evidência da necessidade da interface História da Ciência e Ensino visto
				que:</p>
			<disp-quote>
				<p>Dessa maneira, utilizar o passado como uma ferramenta para a compreensão do
					presente pode ser uma alternativa pedagógica eficaz na busca de tornar as aulas
					de Química mais estimulantes e desafiadoras para os alunos (<xref
						ref-type="bibr" rid="B9">Callegario et al., 2015</xref>, p. 979).</p>
			</disp-quote>
			<p>Para traçar esta tessitura, sempre que possível iremos buscar as obras originais dos
				autores citados e nos apoiaremos também em seus principais biógrafos e renomados
				historiadores, os quais nos permitirão através da metodologia estudo de caso
				engendrar uma trama que nos permita compreender os caminhos que levaram Lewis a
				construção da teoria do átomo cúbico, responsável por justificar o compartilhamento
				eletrônico nos compostos não polares. </p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Sua trajetória acadêmica</title>
			<p>Gilbert Newton Lewis (1875-1946) nasceu em Weymouth, Massachusetts, nos USA, foi o
				segundo filho do casal Frank Wesley Lewis e Mary Burr White. Em 1912, Lewis casou-se
				com Mary Hinckley Sheldon filha de Edward Stevens Sheldon, que era professor na
				Universidade de Harvard, e de Katherine Hinckley Sheldon e tiveram três filhos
					(<xref ref-type="bibr" rid="B12">Coffey, 2008</xref>). </p>
			<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B20">Hildebrand (1947</xref>), seu contato com as
				instituições de ensino formal foi tardio, foram os próprios pais que o instruíram.
				Sua mãe foi a responsável pela sua leitura, e o pai lhe ensinou a matemática.</p>
			<p>Lewis bacharelou-se em Harvard, indo trabalhar por um ano em Phillips Andover
				Academy, retornando a Harvard para seu mestrado em artes<xref ref-type="fn"
					rid="fn1"><sup>1</sup></xref> em 1898 e doutorado em Filosofia<xref
					ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref> 1899. Esse último sob orientação de
				Theodore Willian Richards (1868-1928), Nobel em química de 1914 (<xref
					ref-type="bibr" rid="B20">Hildebrand, 1947</xref>).</p>
			<p>No ano seguinte a sua tese, Lewis foi para a Europa para completar seus estudos, em
				1900 esteve em Leipzig com Friedrich Wilhelm Ostwald (1853-1932) e em 1901 esteve em
				Göttingen sob orientação de Walther Hermann Nernst (1864-1941), após esse tempo
				retornou a Harvard onde lecionou por três anos. Mudou-se para as Filipinas para ser
				Superintendente de Pesos e Medidas em Manila. Enquanto estava lá, encontrou tempo e
				instalações suficientes para se aprofundar nas ciências (<xref ref-type="bibr"
					rid="B19">Gonçalves-Maia, 2016</xref>).</p>
			<p>Retornou aos Estados Unidos para assumir o cargo de professor assistente no MIT,
				Massachusetts Institute of Technology, fazendo parte da equipe de Arthur Amos Noyes
				(1866-1936), por quem Lewis guardou significativo apreço. Os sete anos que passou no
				Instituto foram muito produtivos e devido as suas tantas contribuições para a
				ciências o nome de Lewis ascendeu como um grande físico-químico norte americano,
				publicando numerosos artigos.</p>
			<p>Como Noyes passou a assumir encargos administrativos, Lewis ficou responsável pela
				produção científica, até que em 1912 recebeu um convite de trabalho para compor a
				Universidade de Berkeley na Califórnia. Ele aceitou a proposta, assumindo a
				presidência do Departamento de Química e a direção do College of Chemistry levando
				consigo três de seus colegas do MIT. Sua influência e entusiasmo favoreceram o
				estabelecimento de um centro de atividade científica no qual não se fazia distinção
				entre as áreas departamentais, ninguém representava um campo específico seja de
				orgânica, inorgânica ou físico-química, o clima era de discussão e favorecimento
				científico, o que corrobora a sua versatilidade científica e seu espírito de
				trabalho em grupo (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Hildebrand, 1947</xref>).</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Estudos anteriores sobre as ligações químicas</title>
			<p>Podemos analisar o caminho percorrido para a construção do conhecimento sobre Ligação
				Química, se nos atentarmos à perspectiva de que, o século XIX foi marcado pelas
				principais descobertas responsáveis por forjarem tal teoria, principalmente ao
				entendermos a jornada empreendida pelos químicos em examinar os corpos responsáveis
				por constituírem a matéria. </p>
			<p>Tais questões começam a se tornar relevantes bem antes do conhecimento da existência
				das partículas atômicas fundamentais e por consequência, antes do surgimento da
				mecânica quântica, se concretizando com a publicação por Linus Carl Pauling
				(1901-1994) no ano de 1931 do artigo intitulado “The nature of the chemical bond”. </p>
			<p>Nessa perspectiva de construção conceitual a respeito da teoria que rege as ligações
				químicas, do início do século XX até aproximadamente a década de 30, físicos e
				químicos se empenharam por desenvolver teorias eletrônicas modernas, teorias sobre
				as ligações químicas e teorias sobre a reatividade das espécies químicas. Por esse
				motivo recorremos a História da Ciência, na expectativa de oferecer ao professor em
				sala de aula, uma forma de investigar junto ao estudante -até mesmo estimulando-o na
				pesquisa on-line e posterior debate em sala- como se deu a construção do
				conhecimento que se tem atualmente em relação a ligação química, um saber
				fundamental para o estudo da relação entre o pequeno número de elementos químicos
				conhecidos e a enormidades de substâncias químicas existentes. Esse momento
				produziria o underground para se discutir esses saberes a luz da construção coletiva
				e da importância dos trabalhos dos predecessores.</p>
			<p>Por volta do século XV, período conhecido como Renascimento, através de um esforço
				imenso de recuperação das obras da Antiguidade Clássica, foram descobertos escritos
				de Lucrécio e algumas cartas de Epicuro. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B29"
					>Porto (2013)</xref>, esses trabalhos permitiram que o atomismo influenciasse o
				pensamento filosófico e científico.</p>
			<p>Um dos principais pensadores que exemplificam esse resgate conceitual durante o
				Renascimento, foi Giordano Bruno (1548-1600), um monge católico condenado a morte
				pela inquisição, por propagar as ideias de que o universo era infinito e formado por
				átomos em constante movimento (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Porto,
				2013</xref>).</p>
			<p>Nesse contexto John Locke (1632-1704) no “An Essay Concerning Human Understanding”,
				publicado em 1690, exemplificou a importância empírica da construção do pensamento
				científico e retomou as questões dos corpúsculos questionando inclusive sua
				divisibilidade, adentrando na possibilidade de coesão entre as partículas para darem
				origem às substâncias que se unem por uma força no éter, capaz de originar os
				estados da matéria:</p>
			<disp-quote>
				<p>Pois embora a pressão das partículas de ar seja responsável pela coesão de vários
					partes da matéria que são mais grosseiras que as partículas de ar, e tem poros
					menores do que os corpúsculos do ar, o peso ou pressão do ar, não irá explicar e
					nem pode ser uma causa da coerência das próprias partículas de ar. E se a
					pressão do éter, pode unir facilmente qualquer matéria sutil do ar e juntos
					segurar as partes de uma partícula de ar, bem como de outros corpos, ele ainda
					não pode fazer ligações para si mesmo e manter junto as partes que compõem todos
					os corpúsculos menores dessa matéria sutil (LOCKE, 1999, p. 291).</p>
			</disp-quote>
			<p>Ainda ao final do século XVII, 1674, John Mayow (1640-1679), postulou que,</p>
			<disp-quote>
				<p>A força elástica, ou o poder de recuo, surge da flexão de corpos rígidos, na
					medida em que estes, quando curvados, se esforcem para retornar a sua forma
					original. E, de fato, é provável que a elasticidade do ar resulte principalmente
					dessa mesma causa. Certamente seria razoável supor que as partículas nitro
					aéreas e de fogo estão fixas nas próprias partículas aéreas e constituem a parte
					mais ativa delas. Pois embora as partículas aéreas sejam muito minúsculas e
					sejam comumente consideradas mais simples e elementares, ainda me parece
					necessário supor que elas são compostas e que algumas de suas partes são
					ramificadas e aderem-se firmemente umas às outras como que se agarrando
					mutuamente (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Mayow, [1674],1907</xref>, p.
					79).</p>
			</disp-quote>
			<p>Temos um importante exemplo que fundamentou a nossa pesquisa caracterizando a
				propagação do interesse pelas ligações químicas ao final do século XVII, porque no
				trecho acima citado, vemos que o autor expõe a ligação química sugerindo partículas
				“ramificadas” ligadas umas às outras. </p>
			<p>Ainda segundo essa vertente, Robert Boyle (1627-1691) antes de Mayow, descreveu:</p>
			<disp-quote>
				<p>Para os corpúsculos, dos quais consiste cada elemento em tamanho e forma
					peculiares, pode facilmente ser manifestado, que tais corpúsculos,
					diferentemente figurados, podem ser misturados em várias proporções e podem ser
					conectados de tantas maneiras, que um quase inacreditável [número] de concretos
					qualificados podem ser incluídos (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Boyle,
						1661</xref>, p. 32).</p>
			</disp-quote>
			<p>Com esse trecho podemos perceber que ao final o século XVII os cientistas buscavam
				interpretar os agregados corpusculares propondo situações que justificavam a
				composição das substâncias, como um emaranhado corpuscular, sem que houvesse ainda
				um interesse, ao menos expresso diretamente, que justificasse esse modo de
				ligação.</p>
			<p>Com o surgimento da mecânica gravitacional de Newton, houve um grande espaço para que
				os cientistas buscassem uma relação atrativa entre os corpúsculos que compunham a
				matéria, por analogia conceitual como consequência da teoria de Newton e ao final do
				século XVIII, podemos perceber o surgimento de duas escolas, uma em torno da
				eletricidade e outra em torno da massa, que analisam a afinidade química, como
				justificativa da coesão e da combinação química, através da atração entre as
				partículas que formavam as substâncias (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Mackle,
					1954</xref>).</p>
			<p>A partir desse momento, na tentativa de construir uma base para o surgimento do
				modelo simples de Lewis, analisaremos o surgimento da primeira escola, com base nos
				trabalhos de Alessandro Volta (1745-1827), que em 1800 construiu a pilha, formada
				por um empilhamento de placas de zinco ou estanho e cobre, separadas por um tecido
				embebido por uma solução condutora, podendo ser um pedaço de pele, couro, cartão ou
				roupa velha.</p>
			<p>Seus experimentos mostraram que o contato entre diferentes metais geravam
				eletricidade espontaneamente, por um método químico. Tal fenômeno era perceptível
				sensorialmente, quando se tocava a “pilha de metais”, poderia ser percebida a
				eletricidade pelas concussões sentidas pelo indivíduo. </p>
			<p>No ano seguinte ao estudarem a Pilha de Volta, William Nicholson (1753-1815) e
				Anthony Carlisle (1768-1840), preencheram os diferentes polos desse aparato com água
				e realizaram sua decomposição, produzindo os gases hidrogênio no polo negativo do
				aparato e oxigênio no polo positivo, confirmando-os por meio de pequenas explosões
				(Nicholson e Carslile, 1801; <xref ref-type="bibr" rid="B21">Hudson,
				1992</xref>).</p>
			<p>Segundo Bensaude-Vincent e Stengers (1994), os experimentos de Carlisle e Nicholson
				provocaram muito interesse e reboliço nos meios científicos, embora eles ainda não
				conseguissem explicar o surgimento das soluções alcalinas e das soluções ácidas nas
				extremidades distintas dos tubos que se encontravam em contato direto com o fio
				condutor. Podemos, no entanto, observar a importância desse experimento para nossa
				sequência de estudos já que, de uma maneira diferente de Volta, utilizaram a
				eletricidade para separar os elementos constituintes da água.</p>
			<p>Dois anos depois de Volta publicar a descoberta da pilha, Berzelius e Wilhelm
				Hisinger (1766-1852) descobriram que ao passar corrente elétrica através de soluções
				salinas, de modo a decompô-los, os ácidos eram formados no polo positivo, enquanto
				as bases no polo negativo (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Davy, 1807</xref>). </p>
			<p>A partir desse ponto Humphry Davy (1778-1829) da “Royal Institution” em Londres e
				Berzelius na Suécia começam a decomposição de numerosos compostos através da
				utilização desse aparato, aplicando corrente elétrica nas soluções que continham
				substâncias resistentes à decomposição, chegando à conclusão que, a origem das
				forças atrativas dos elementos que formam os compostos, era elétrica “e que a
				afinidade era proporcional à diferença na condição elétrica dos corpos” (<xref
					ref-type="bibr" rid="B31">Stranges, 1984</xref>, p. 185).</p>
			<disp-quote>
				<p>O hidrogênio, as substâncias alcalinas, os metais e certos óxidos metálicos, são
					atraídos por superfícies metálicas negativamente eletrificadas, e repelidos por
					superfícies metálicas positivamente eletrificadas; e, ao contrário, que oxigênio
					e substâncias ácidas são atraídos por superfícies metálicas positivamente
					eletrificadas e repelidas por superfícies metálicas negativamente eletrificadas.
					Estas forças atraentes e repulsivas são suficientemente energéticas para
					destruir ou suspender a operação usual de afinidade “elective” (<xref
						ref-type="bibr" rid="B14">Davy, 1807</xref>, p. 29). </p>
			</disp-quote>
			<p>Desse modo, Davy concluiu que diante do que, na época foi construído pela comunidade
				científica a respeito das possibilidades do surgimento de diferenças de cargas nos
				diversos corpos por fricção, seus resultados, obtidos a partir do estudo das
				decomposições das soluções salinas por influência da eletricidade, eram condizentes
				com essas leis:</p>
			<disp-quote>
				<p>O que pode ser chamado de energia elétrica positiva e negativa, em suas funções
					repelentes e atraentes parecem ser por lei, as mesmas que as leis comuns de
					atração e repulsão elétrica. O corpo que possui a energia positiva, sendo
					positivamente eletrificado, era atraído por superfícies elétricas negativas; e o
					corpo que possui a energia negativa, seguia as ordens contrárias. (<xref
						ref-type="bibr" rid="B14">Davy, 1807</xref>, p. 33).</p>
			</disp-quote>
			<p>Berzelius em 1819 afirmou que, as cargas elétricas ao invés de surgirem nos compostos
				como resultados de uma indução elétrica, já eram características dos átomos que as
				combinavam, havendo neles um estado de carregamento natural que ele chamou de
				eletropositivo e eletronegativo. Desse modo, percebeu que o necessário para a
				combinação dos átomos de elementos, era a quantidade de cargas negativas ou
				positivas por ele apresentados para que ocorresse a combinação. De acordo com
				Bensaude-Vincent (1994), em Berzelius, “a carga elétrica determina o grau de
				afinidade dos corpos simples, pela união do mais ao menos” (p. 174).</p>
			<p>O século XIX foi marcado intensamente pela descoberta de novos elementos, com o
				desenvolvimento de novos equipamentos e tecnologias e é segundo essa perspectiva,
				que ocorreu um intenso desenvolvimento do método de síntese e por sua vez, análise
				dos componentes que constituem a natureza, havendo um intenso avanço na indústria de
				corantes, drogas e petroquímicos sem nenhuma contextualização sob a forma da
				combinação dos átomos de elementos para a formação as substâncias conforme descrito
				abaixo:</p>
			<disp-quote>
				<p>A rápida ascensão da indústria química, particularmente na Alemanha na segunda
					metade do século XIX, evidenciou a recém-adquirida proeminência da química
					orgânica. Os químicos Alemães realizaram análises e sínteses de corantes,
					drogas, petroquímicos, todas as substâncias orgânicas, sem assumir qualquer
					teoria elétrica da atração. Uma linha simples representava a união dos átomos
					nesses compostos (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Stranges, 1984</xref>, p.
					185).</p>
			</disp-quote>
			<p>Embora noutra perspectiva, possa ter tido um avanço em meados do século XIX, visto
				que em 1850, Benjamin Collins Brodie (1783-1862) escreveu que as substâncias podem
				ser,</p>
			<p>Sintetizadas e decompostas; mas aplicado aos elementos, essas palavras são totalmente
				inapropriadas; quando o elemento é formado não há síntese química, e quando passa do
				livre para o estado combinado, não há decomposição química. Essa diferença é
				atômica, a teoria atribui expressamente às duas classes de corpos uma constituição
				molecular diferente. Consideramos o elemento consistir em átomos isolados, e todos
				os outros corpos, como sistemas mais ou menos complexos, de partículas combinadas
				(p. 759).</p>
			<p>Nessa perspectiva o autor afirmou que de 1820 a 1850, a teoria que envolvia a
				combinação dos átomos na formação dos compostos químicos havia sido deixada de lado,
				dando-nos margem para empreender uma tentativa de explicação, visto que ao longo
				desse período temporal, com o avanço industrial e tecnológico, os cientistas se
				preocupavam com o lado tecnicista da ciência, havendo uma necessidade de produzir
				superior a de entender o processo, período temporal sob o qual o filósofo da ciência
				Bachelard (1996) definiu como caracterizado por um “estado científico” (pág.
				09).</p>
			<p>Edward Frankland (1825-1899) em 1852 percebeu ao fazer um levantamento de possíveis
				compostos orgânicos que se combinavam com elementos metálicos, como as combinações
				de grupos metila com Zinco metálico, que algumas substâncias se combinam de maneira
				simétrica com quantidades equivalentes de outros elementos e é nessa proporção fixa
				que os elementos se estabilizariam, obedecendo a proporção equivalente do número de
				átomos com a afinidade característica de cada elemento, levando em conta o caráter
				eletroquímico dos átomos individualmente:</p>
			<disp-quote>
				<p>Quando a fórmula dos compostos químicos inorgânicos é considerada, até mesmo um
					observador superficial é golpeado com a simetria geral da construção deles ou
					delas. Os compostos de nitrogênio, fósforo, antimônio e arsênio, exibem
					especialmente a tendência desses elementos formarem compostos contendo 3 ou 5
					equivalentes de outros elementos e é nessas proporções que suas afinidades são
					melhor satisfeitas; assim no grupo de três átomos [de outros elementos] temos o
						NO<sub>3</sub>, NH<sub>3</sub>, NI<sub>3</sub>, NS<sub>3</sub>,
						PO<sub>3</sub>, PH<sub>3</sub>, PCl<sub>3</sub>, SbO<sub>3</sub>,
						SbH<sub>3</sub>, AsO<sub>3</sub>, ASH<sub>3</sub>, AsCl<sub>3</sub> &amp;c.
					e no grupo de cinco átomos NO<sub>5</sub>, NH<sub>4</sub>O, NH<sub>4</sub>I,
						PO<sub>5</sub>, PH<sub>4</sub>I, &amp;c. Sem oferecer qualquer hipótese
					sobre a causa deste agrupamento simétrico de átomos, é suficientemente evidente,
					pelos exemplos que acabamos de dar, que tal tendência ou lei prevalece, e que,
					não importa qual seja o caráter dos átomos unificadores, a combinação do poder
					do elemento de atração, se me permitem o termo, é sempre satisfeito pelo mesmo
					número desses átomos (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Frankland, 1852</xref>, p.
					440).</p>
			</disp-quote>
			<p>A segunda escola que definimos no início desse capítulo, tem como protagonista
				inicial Dalton, que em 1808 se preocupou com a fórmula dos compostos químicos, na
				tentativa de descrever qual era a quantidade de átomos, e seus tipos, capazes de se
				combinarem para formarem as substâncias, embora tenha se dedicado aos gases, chegou
				“à conclusão que é necessário diferenciar os corpúsculos ou átomos dos gases não
				apenas pelo tamanho ou forma, mas também pelo seu peso” (<xref ref-type="bibr"
					rid="B4">Bensaude-Vincent e Stengers, 1992</xref>, p. 164)”.</p>
			<p>Considerando os átomos dos elementos unidos por suas proporções de modo a se
				combinarem para a formação dos compostos químicos, temos o surgimento da lei dos
				equivalentes químicos, que correspondeu a uma escala numérica que partia dos reais
				pesos desses compostos, que formavam as soluções analisadas. Foi considerado que, um
				mesmo corpo poderia se ligar a outro, em diferentes proporções, formando diferentes
				compostos, por múltiplos simples; </p>
			<disp-quote>
				<p>Eu não desejei distorcer meus números de acordo com uma teoria atômica, mas me
					esforcei para fazer da conveniência prática meu único guia, e considerei a
					doutrina de múltiplos simples, na qual a teoria dos átomos é fundada, apenas
					como um valioso assistente na determinação, por divisão simples, do montante das
					quantidades (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Wollaston, 1814</xref>, p. 7).</p>
			</disp-quote>
			<p>Embora aceita por Berzelius a teoria dos equivalentes foi rejeitada à medida que
				novos compostos foram sendo descobertos, porque foi confundida basicamente com o
				peso real do elemento que formava a substância. Segundo Dumas (1878), a teoria do
				equivalente divergia principalmente ao aferir o peso dos corpos simples, atualmente
				conhecidos como elementos. </p>
			<p>Podemos considerar que, provavelmente, foi o modelo de correção dos pesos atômicos,
				escrito por Stanislao Canizzaro (1826-1910), que introduziu uma orientação correta
				para à questão do equivalente químico relacionado ao peso atômico.</p>
			<p>No seu trabalho que teve a primeira edição datada de 1858, Canizzaro embasou-se em
				teorias anteriores para dar consistência aos resultados obtidos dos pesos
				atômicos:</p>
			<disp-quote>
				<p>Acreditamos que o progresso da ciência feito nestes últimos anos confirmou a
					hipótese de Avogadro, de Ampère e de Dumas sobre a constituição similar de
					substâncias no estado gasoso; volumes iguais dessas substâncias, seja simples ou
					composto, contém um número igual de moléculas: no entanto, não um número igual
					de átomos, já que as moléculas das diferentes substâncias, ou aquelas da mesma
					substância em seus diferentes estados, podem conter um número diferente de
					átomos, da mesma natureza ou de diversas naturezas (p. 1).</p>
			</disp-quote>
			<p>Ao descrever as constituições moleculares, tornou evidente que “embora as moléculas
				de substâncias compostas possam consistir em números diferentes de átomos, todas as
				moléculas das várias substâncias simples devem conter um átomo, ou pelo menos um
				número igual de átomos” (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Canizzaro, 1910</xref>, p.
				2). </p>
			<p>Devemos estar atentos de acordo com o raciocínio que vem sendo construído nas páginas
				anteriores, que as concepções que diferenciam átomos de elementos, ainda não estavam
				claras, logo, de acordo com o exposto e com os nossos conhecimentos, substâncias
				simples devem conter apenas um elemento.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B10">Canizzaro (1910)</xref> reforçou a constituição
				atômica da matéria, porque ao descrever a multiplicidade das combinações atômicas
				para formarem os diversos compostos químicos garantiu que, “as diferentes
				quantidades do mesmo elemento contido em diferentes moléculas são todos inteiros
				múltiplos de uma e da mesma quantidade, que, sempre sendo inteiro, tem o direito de
				ser chamado de átomo” (p. 11).</p>
			<p>Foi essa possibilidade de combinação que cada elemento possui em quantidade atômica,
				que ficou sendo reconhecida como equivalente químico, porque o trabalho de Canizzaro
				definiu o peso das espécies químicas, ou pelo menos possibilitou que “muitos
				químicos começassem a discernir relações periódicas” (<xref ref-type="bibr"
					rid="B23">Lewis, 1923</xref>, p. 23).</p>
			<p>A partir desse ponto acreditamos que não podemos mais separar essas duas linhas de
				construção de conhecimento que tenta justificar a formação dos compostos químicos
				por uma vertente eletroquímica e por outra relacionada às quantidades em pesos
				atômicos. Segundo Dumas (1878), a gênese dos compostos químicos foi considerada a
				partir da afinidade química resultante da quantidade e do arranjo espacial dos
				átomos na estrutura, e é a partir dessa corrente de pensamento, que surgiu a ideia
				de valência que irá sustentar o modelo do átomo cúbico de Lewis.</p>
			<p>De modo a sustentar a nossa linha de pesquisa, conforme afirmou Archibald Scott
				Couper (1831-1892) em 1858: </p>
			<disp-quote>
				<p>O fim da química é sua teoria. O guia da pesquisa em química é uma teoria.
					Portanto, é da maior importância averiguar se as teorias atualmente adotadas
					pelos químicos são adequadas para a explicação dos fenômenos químicos, ou se
					estão, pelo menos, baseadas nos verdadeiros princípios que devem regular a
					pesquisa científica (p.104).</p>
			</disp-quote>
			<p>De acordo com esse pensamento, <xref ref-type="bibr" rid="B13">Couper (1858)</xref>
				também evidenciou a necessidade de ir além de uma teoria capaz de explicar a
				composição da matéria tanto pelo arranjo dos corpos que a compõe, quanto por sua
				composição e propriedades inerentes, que justificam sua constituição,</p>
			<disp-quote>
				<p>É absolutamente necessário para a unidade científica, procurar considerar esses
					corpos como inteiramente derivados, como não contendo nenhum último poder
					secreto, e que as propriedades que esses chamados quasi-elementos possuem, são
					uma consequência direta das propriedades dos elementos individuais dos quais são
					feitos. [...] Mas como eles são unidos, ou que força os une? Esta explicação é
					arbitrária? Isso é instrutivo? Isso é Ciência? (p. 107; 108).</p>
			</disp-quote>
			<p>Para justificar a combinação dos elementos na formação dos compostos ele utilizou o
				conceito de afinidade química e dividiu-o em dois. O primeiro chamou de afinidade de
				tipo, como o hidrogênio pelo oxigênio na água e o segundo, de grau. Na estrutura da
				própria água, temos dois Hidrogênios para cada Oxigênio, desse modo, esse arranjo
				seria de segundo grau, o que possibilitou a inserção de <xref ref-type="bibr"
					rid="B22">Kekulé (1858)</xref> com seu trabalho intitulado: “Ueber die
				Constitution und die Metamorphosen der chemischen Verbindungen und iiber die
				chemische Natur des Kohlenstoffs”.<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref>
			</p>
			<p>Nesse trabalho Kekulé analisou a possibilidade de substituições de hidrogênios em
				compostos orgânicos, admitindo a existência de termos como monoácidos, diácidos,
				monobásicos e dibásicos. Estudou as formulações de alguns compostos bem como suas
				tendências de se combinarem com certas quantidades de outros átomos, reagrupando os
				compostos orgânicos em séries homólogas de hidrocarbonetos, ao caracterizar
				derivados do benzeno e naftaleno por exemplo.</p>
			<p>Esse trabalho foi de fundamental importância para o nosso contexto porque tornou
				evidente a tendência de combinações que os átomos possuem, sem se importar com a
				carga evidente em cada espécie química e nem suas “eletroafinidades”, porque, para
				que tal processo de substituição tivesse ocorrido, deveria ser respeitado a
				tendência em quantidade que cada átomo formador do composto químico possuía.</p>
			<p>O interesse nas possibilidades de combinações entre os átomos para formarem os
				compostos, se tornou o precursor do conceito de valência, que se confundiu com as
				afinidades químicas durante muitos anos. A valência foi a primeira responsável pela
				aproximação dos químicos ao mundo das combinações porque inaugurou e fortaleceu as
				hipóteses de Kekulé para o desenvolvimento da química orgânica, colaborou para a
				compreensão das propriedades de formação dos complexos de coordenação de Alfred
				Werner (1866-1919) e Direcionou Dmitri Ivanovich Mendeleev (1834-1907) na
				organização dos primeiros elementos na classificação periódica (<xref
					ref-type="bibr" rid="B27">Neto, 2007</xref>).</p>
			<p>O termo ligação química, surgiu um pouco antes com Alexander Mikhailovich Butlerov
				(1828-1886)</p>
			<disp-quote>
				<p>Sabemos, pelo menos agora, que devemos supor que cada um dos átomos quimicamente
					combinados trabalha com uma unidade de afinidade e assim, a mesma unidade de
					afinidade não pode atuar em dois átomos diferentes ao mesmo tempo durante a
					ligação química (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Butlerov, 1863</xref>, p.
					505).</p>
			</disp-quote>
			<p>Butlerov afirmava que valência era a força contida no elemento que poderia ser
				convertida para se transformar na ligação química. A partir de Joseph John Thomson
				(1856-1940) o elétron foi considerado constituinte de todos os átomos e aplicado
				diretamente ao modelo das ligações químicas. Ocorrendo uma reformulação no conceito
				de afinidade que passou a ser considerada de afinidades dos átomos pelos elétrons
				(Camel et al., 2008; <xref ref-type="bibr" rid="B4">Bensaude-Vincent e Stengers,
					1992</xref>).</p>
			<p>Na perspectiva de Camel et al. (2008) </p>
			<disp-quote>
				<p>Houve uma confusão inicial sobre o significado e a abrangência dos termos ligação
					química e valência. A valência se estabeleceu como uma característica do corpo
					químico e a ligação química como uma consequência externa a ele. Para Butlerov,
					valência era a força contida no elemento, que poderia ser totalmente ou
					parcialmente convertida e se transformar na ligação química (p. 551).</p>
			</disp-quote>
			<p>Coube a Richard Wilhelm Heinrich Abegg (1869-1910) em 1904, resolver o problema do
				termo valência e propor que; </p>
			<p>Podemos então resumir nossa teoria da eletrovalência da seguinte maneira: cada
				elemento tem uma valência positiva e uma valência máxima negativa, que sempre somam
				o número 8, embora o primeiro corresponda ao número do grupo. Se um elemento opera
				sua eletrovalência positiva ou negativa depende da natureza polar de sua ligação. O
				uso de um tipo de valência parece muito forte para o outro mas sem levantá-los, como
				veremos mais adiante. A seguir, consideraremos como valências normais e mais fortes
				de cada elemento, os números menores (&lt;4), portanto, como fracos, suas
				contradições, ou seja, os números maiores com polaridades opostas. Assim tem
				valência normal negativa Cl 1 e contravalências positivas 7, e valência normal
				positiva análoga Ag 1 e contravalências (hipotéticas) 7. A admissão da valência
				máxima não é necessária (p. 343-344).</p>
			<p>Desse modo com a valência sendo determinada por apenas um algarismo com o significado
				atrelado a polaridade da ligação o que a tornava positiva ou negativa? Coube a
				Gilbert Newton Lewis ir além da transferência eletrônica, acoplando ao conceito de
				ligação química, àquelas que não eram consideradas polares e portanto, na sua
				perspectiva, eram evidentes no compartilhamento eletrônico.</p>
			<p>Vale ressaltar que foi através do conceito de valência proposto por Abegg que Lewis
				propôs o modelo da concha cúbica para os elétrons compartilhados:</p>
			<disp-quote>
				<p>O valor 8 presente nas valências e contravalências tem, portanto, simples
					significância como o número que representa para todos os átomos, os pontos de
					ataque de elétrons; e o número do grupo ou valência positiva indica quantos dos
					8 pontos de ataque devem conter elétrons para tornar o elemento eletricamente
					neutro (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Lewis, 1923</xref>, p. 30).</p>
			</disp-quote>
			<p>Com o início do século XX, aproximadamente na primeira década, devido aos esforços de
				Thompson, de Abegg e do grupo de pesquisa de Lewis no MIT, já se sabia que todos os
				átomos tinham uma partícula negativa chamada de elétron, em seu interior possuía uma
				segunda partícula, com massa bem maior e com carga exatamente contrária e que a
				transferência eletrônica entre os átomos, causava uma força de atração capaz de
				uni-los (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Stranges, 1984</xref>).</p>
			<p>O que mais nos impressiona nesse momento já que tentamos no decorrer dessas páginas,
				reconstruir os principais conceitos e os cientistas que influenciaram a figura do
				personagem a ser estudado e a sua teoria do par compartilhado, Lewis admitiu que o
				único trabalho que o motivou foi o de Alfred Werner (1866-1919), conforme
				explicitado no trecho abaixo retirado de seu livro:</p>
			<p>Tal abuso da fórmula estrutural levou inevitavelmente a uma reação que encontrou sua
				melhor expressão nas publicações de Werner. Seu “Neuere Anschauungen Auf Dem Gebiete
				Der Anorganishen Chemie”<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref> (1905)
				marcou uma nova época na química; e na tentativa de identificar as ideias
				fundamentais de valência, não há trabalho o qual sinto [tanto] endividamento pessoal
				quanto a este de Werner. Embora algumas de suas conclusões teóricas não se tenham
				revelado convincentes, ele organizou de maneira magistral, uma grande variedade de
				fatos que mostraram as incongruências em que os químicos foram liderados pela
				formula estrutural existente de química inorgânica. (<xref ref-type="bibr" rid="B23"
					>Lewis, 1923</xref>, p. 68).</p>
			<p>Lewis considerou a lei de Abegg -a valência de qualquer elemento é frequentemente
				oito e nunca superior a oito- e propôs uma teoria que discutisse plenamente a
				natureza das diferenças entre os compostos iônicos (polares) e as moléculas (não
				polares). Ele postulou que o átomo neutro tenderia a manter um número par de
				elétrons em uma Concha ao redor do núcleo e por simetria esse número deveria variar
				em qualquer mudança química se dispondo simetricamente nos oito cantos de um
				Cubo.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>O ressurgimento do atomismo e sua manutenção a partir da segunda metade do século XIX
				foi fundamental para a construção do modelo do átomo cúbico e o modelo da formação
				de ligações químicas a partir do par compartilhado. </p>
			<p>Para isso, foi construído ao longo dos anos, sobretudo após o renascimento, formas de
				pensar, entender e interpretar as transformações da natureza, as quais levaram ao
				surgimento, no início do século XIX, de duas vertentes de estudo: uma dependente da
				eletricidade e outra das combinações em massa para a formação das substâncias.</p>
			<p>Os estudos relativos a combinação dos átomos, tiveram uma grande importância no
				desenvolvimento de teorias que sustentassem a formulação dos compostos orgânicos e
				inorgânicos, visto que, historicamente, despertaram nos cientistas uma compreensão
				daquilo que seria responsável pela origem da matéria.</p>
			<p>O estabelecimento de partículas atômicas direcionou os estudos que justificavam a
				formação dos compostos químicos e foi a partir desses estudos que Lewis propôs o
				modelo do átomo cúbico e como consequência o modelo do par compartilhado.</p>
			<p>A teoria de Lewis, possibilita que o professor de química possa trabalhar esse
				conhecimento em sala de aula, quer seja na educação básica ou no ensino superior,
				expondo o modo como Lewis concebeu a teoria do par compartilhado, ou amarrando essa
				proposta, aos saberes produzidos por seus contemporâneos. </p>
			<p>Além disso, com a compreensão histórica da construção do conhecimento, que justifica
				a formação das substâncias por meio da ligação química, o professor poderá
				evidenciar que as fórmulas eletrônicas de Lewis, não são apenas pontos necessários
				para equilibrar um determinado átomo pela quantidade de elétrons, mas partem de um
				modelo atômico, pouco ou quase nunca trabalhado em sala, chamado de átomo cúbico,
				proveniente dos estudos de diversos cientistas.</p>
			<p>Nesse viés, é possível conceber a ciência não como um fazer isolado, um saber de
				gênios, numa vertente ainda tão presente em livros didáticos, conhecida como
				história pedigree, anacrônica, hagiográfica ou mesmo embasada no whiggismo, mas um
				saber como qualquer outro, construído a partir de colaborações, de muito estudo das
				obras anteriores, enfim, um trabalho coletivo, ainda que as vezes subliminar nos
				escritos do estudioso em questão.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>Abegg, R. (1904). Die Valenz und das periodische System. Versuch
					einer Theorie der Molekularverbindungen, Zeitschrift für anorganische Chemie, 39
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				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>Abegg</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<year>1904</year>
					<article-title>Die Valenz und das periodische System. Versuch einer Theorie der
						Molekularverbindungen</article-title>
					<source>Zeitschrift für anorganische Chemie</source>
					<volume>39</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>330</fpage>
					<lpage>380</lpage>
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				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>Aristóteles</surname>
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					<source>De caelo</source>
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			<ref id="B34">
				<mixed-citation>Volta, A. (1800). On the electricity excited by the mere contact of
					conducting substances of different kinds. Philosophical Transactions of the
					Royal Society, (90), 403-431.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
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							<surname>Volta</surname>
							<given-names>A.</given-names>
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					<year>1800</year>
					<article-title>On the electricity excited by the mere contact of conducting
						substances of different kinds</article-title>
					<source>Philosophical Transactions of the Royal Society</source>
					<issue>90</issue>
					<fpage>403</fpage>
					<lpage>431</lpage>
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				<mixed-citation>Wollaston, W.D. (1814). A Synoptic scale of chemical equivalents.
					Philosophical Transactions of the Royal Society, (104), 1-22.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
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							<surname>Wollaston</surname>
							<given-names>W.D.</given-names>
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					<year>1814</year>
					<article-title>A Synoptic scale of chemical equivalents</article-title>
					<source>Philosophical Transactions of the Royal Society</source>
					<issue>104</issue>
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				</element-citation>
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			<ref id="B36">
				<mixed-citation>Zanon, D.A.V.; Machado, A.T. (2013). A visão do cotidiano de um
					cientista retratada por estudantes iniciantes de licenciatura em Química.
					Revista Ciência e Cognição, 18, 46-56.</mixed-citation>
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							<surname>Zanon</surname>
							<given-names>D.A.V.</given-names>
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							<surname>Machado</surname>
							<given-names>A.T.</given-names>
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					<year>2013</year>
					<article-title>A visão do cotidiano de um cientista retratada por estudantes
						iniciantes de licenciatura em Química</article-title>
					<source>Revista Ciência e Cognição</source>
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					<fpage>46</fpage>
					<lpage>56</lpage>
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			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p> Dissertação intitulada “O elétron e a molécula”.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>Com a tese “Algumas relações eletroquímicas e termoquímicas de amálgamas de zinco
					e cádmio”.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>“Sobre a Constituição e Metamorfose de Compostos Químicos e Sobre a Natureza
					Química do Carbono”</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>“Atualidades no Campo da Química Inorgânica”</p>
			</fn>
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