Diálogo intercultural entre los saberes del pueblo guaraní Mbyá/Nhandeva y la enseñanza de la química
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Resumen
El diálogo intercultural con los pueblos originarios nos permite aprender de sus cosmovisiones, construir y promover proyectos contrahegemónicos en el ámbito educativo, posibilitando la formulación de perspectivas en la educación desde y con los pueblos indígenas. En este trabajo pretendemos abordar la relación entre los saberes originarios y las prácticas pedagógicas del pueblo guaraní Mbyá/Nhandeva y la enseñanza de las ciencias naturales, con énfasis en la química, con el fin de contribuir a una educación científica intercultural. Para ello, desarrollamos un diálogo intercultural entre dos docentes: una profesora no indígena de química y un profesor indígena guaraní Mbyá/Nhandeva de ciencias naturales, desde una perspectiva no dicotómica ni jerarquizada. Identificamos prácticas de la educación escolar indígena relacionadas con la constitución y propiedades de la materia y sus transformaciones, las funciones orgánicas, las mezclas, las soluciones, entre otros temas. Además, destacamos la importancia de la oralidad, de la práctica y de la conexión con la naturaleza en el proceso de enseñanza-aprendizaje, en contraste con los métodos tradicionales eurocéntricos. Que podamos seguir reflexionando sobre prácticas pedagógicas interculturales que aborden, de manera respetuosa y crítica, los saberes guaraníes Mbyá/Nhandeva, construyendo puentes con los conocimientos científicos.
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